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CONDERE NA MÍDIA

Cai a margem de lucro das companhias com capital aberto

THAIS MOREIRA do Brasil Econômico

Pesquisa da Condere com 300 S.A.s mostra redução da relação de Edtida em 12 meses encerrados em junho

 

Boa parte das companhias listadas na bolsa de valores de São Paulo teve redução em suas margens de lucro entre junho de 2010 e o mesmo mês deste ano, de acordo com levantamento da consultoria paulista Condere que compilou dados financeiros de 300 empresas de capital aberto no período. Deste total, 77% tiveram crescimento médio de 15% das vendas, mas 54% delas registraram margens Ebtida menores. As empresas com as maiores quedas são dos setores de construção civil, comércio e de eletroeletrônicos.

 

As quedas foram de 0,2, 3,6 e 8 pontos percentuais respectivamente nestes segmentos, segundo o estudo batizado de "Avaliação Estratégica de Mercado", divulgado com exclusividade ao BRASIL ECONÔMICO.

 

Segundo Maurício Carvalho, sócio da Condere, a diminuição das margens de lucros das companhias ocorreu em função do esgotamento do processo de crescimento da economia nacional. "O ano de 2012 será um novo ciclo da economia nacional, onde a situação é mais delicada para as empresas brasileiras", afirma ele.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A maior redução da margem no setor de construção civil foi da Cyrela Realty. A margem de lucro em junho do ano passado foi de 22,6%. Já a registrada em igual período deste ano não passou de 12,5%. A margem Ebitda da Rossi Residencial, foi de 13,6% nos doze meses encerrados em junho deste ano, contra 17,1% nos doze meses encerrados em junho de 2010. Já a Gafisa, reduziu sua margem Ebitda de 16,4% para 12,1%.

 

A tendência, segundo o consultor, é piorar nos próximos meses. "O Brasil está começando a sentir as dores do crescimento.

A ideia é colocar o pé no freio e mudar a dinâmica. Parar de investir em novos projetos e concentrar os esforços nas vendas do que já está em estoque".

 

Mudanças de planos Carvalho acredita que haverá mudanças nos planos estratégicos que as companhias começam a desenhar agora, no último trimestre. "O que deu certo nos últimos anos não dará mais de agora em diante".

A avaliação de Carvalho mostra, ainda, que 60% das empresas aumentaram o endividamento.

 

No contexto geral dos setores, a margem Ebitda caiu de 26,3% para 24%; a líquida também teve queda de 12,6% para 10,9% e a rentabilidade patrimonial foi para 15,1% ante os 20,7% do ano anterior.

 

Outros setores que tiveram margens menores no período estudado foram siderurgia e têxtil, em virtude da concorrência externa, especialmente da China e máquinas industriais, transportes, veículos e autopeças, por conta da elevação dos custos de insumos.

 

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