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CONDERE NA MÍDIA

Lição dos mares mais difíceis

Paulo Cury - Gazeta Mercantil

Anualmente 30 mil pessoas visitam a Antártica, dessas entre 100 a 120 vão de veleiro, o restante viaja em grandes navios transatlânticos.

 

Tive a oportunidade de ir para a Antártica de veleiro e sentir o que é velejar nos mares mais difíceis do planeta. Velejar nas latitudes 50 e 60 é um tarefa que requer planejamento cuidadoso, uma execução focada e fléxivel sem erros.

 

O planejamento passa por uma análise cuidadosa das previsões de ventos para três ou quatro dias; tempo que normalmente leva para completar a travessia entre a América e a Antártica. Ventos de 50 nós e ondas de três a cinco metros, algo preocupante nos mares tropicais, são usuais no Drake, mar que separa esses dois continentes. O que os velejadores buscam é evitar ventos de 60 a 70 nós e ondas de 10 a 15 metros que acontecem com frequência nessa região aonde o Pacífico e o Atlântico se encontram sem nenhum anteparo natural - terra e montanhas - que segure os ventos.

 

Além da análise cuidadosa das previsões é importante decidir o momento certo de partir que é entre as frentes frias que usualmente, a cada três dias, assolam essa região. Soma-se a isso o fato de que tanto na saída da América do Sul quanto na chegada é necessário ultrapassar a plataforma do continente Americano onde situa-se o famoso Cabo Horn e aonde a produndidade é de 50 a 70 metros, contra 1000 metros de profundidade no mar aberto há menos de 100 kilometros ao Sul dessa região; o que torna as condições do mar e de nevagação ainda mais complicadas nesta região, já que as ondas podem crescer muito pela baixa profundidade associada ao vento forte.

 

Uma vez no Drake não dá para voltar para trás. Se entrar um tempo muito ruim é preciso aguentar as consequências da escolha realizada. Além disso, o velejador precisa estar preparado para se adequar constantemente às mudanças nas condições do vento (força e direção) e as condições do mar (correntes, tipos e tamanhos das ondas). Tal adequação requer que sejam revistos continuamente o rumo previsto versus a direção do vento, e que sejam efetuadas mudanças constantes nas velas para adequá-las às condições de vento.

 

Acredito que a experiência de velejar no mar mais difícil do planeta traga algumas lições importantes para o mundo dos negócios.

 

Primeiramente é fundamental se preparar adequadamente para fazer frente aos objetivos definidos. Porém, não adianta a melhor preparação do mundo se não houver "a partida". Quantos projetos e oportunidades nas empresas são análisados e reanalisados e perde-se o timming porque ninguém tomou a decisão de correr os riscos e seguir em frente.

 

Em segundo lugar, é necessário executar e fazer acontecer. As melhores idéias sem execução não passam de commodities de baixo valor.

 

Finalmente, é imperativo adequar a execução às mudanças de mercado, e aos movimentos da concorrência. As empresas que executam mal, o fazem pois tem pouca margem de manobra.

 

A diferença entre o mar e o mundo dos negócios é que o mar cobra o preço dos erros de forma rápida e impiedosa ... enquanto no mercado os erros demoram um pouco mais para serem pagos; pois o mercado dá a impressão, somente a impressão, de que os erros não serão cobrados.

 

O que geralmente acontece é que a conta: da falta de planejamento, da inércia, da execução "descolada" do que foi planejado, e da baixa flexibilidade em se ajustar a execução às mudanças nas condições do mercado virá em forma de perda de market share, diminuição na qualidade percebida nos serviços por parte dos clientes e da queda na rentabilidade nas operações.

 

O que o mar mais duro do planeta ensina é que planejamento é fundamental, porém planejamento sem execução não tem serventia e que não basta executar cegamente o que foi definido, e sim executar olhando continuamente possíveis mudanças nas condições de mercado para promover os ajustes necessários e melhorar o resultado final do que está sendo executado.

 

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"Se o conversor custar menos, mais telespectadores, especialmente aqueles que moram nas regiões mais afastadas, terão uma imagem de maior qualidade, o que poderá aumentar a audiência", diz Ricardo Monteiro, presidente do Comitê de Gestão de Negócios de Mídia da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA).

 

Para Ângelo Franzão, vice-presidente e diretor de mídia da McCann-Erickson, não só o preço, mas também o avanço tecnológico vai dizer para onde o mercado publicitário vai caminhar. "Até agora, tudo é muito incipiente", diz Franzão. A interatividade, por exemplo, que alavancaria as chances de contato do público com a marca, e mesmo a venda de produtos via TV, não estará disponível nos primeiros meses. "Mas, no futuro, será uma vantagem saber quantos telespectadores interagiram com determinado comercial, quantos o assistiram quando estavam em casa e qual foi a audiência da campanha nos celulares", diz Franzão, que também preside o Grupo de Mídia de São Paulo, que reúne os profissionais que decidem, nas agências, para quais meios e veículos vai a verba dos anunciantes.

 

Paulo Gregoraci, co-presidente da W/Brasil, afirma que qualquer iniciativa publicitária de fôlego só será tomada quando a nova tecnologia abranger a base da pirâmide. "A presença da TV aberta em quase 100% dos lares do país faz do Brasil um mercado atípico", diz. "Ainda é preciso tempo para entendermos quais são as nossas oportunidades e sabermos como explorá-las".

 

Ronald Siqueira Barbosa, consultor técnico da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), concorda. "O modelo tecnológico já foi definido, mas o modelo de negócio ainda está em aberto", afirma. O modelo de radiodifusão brasileiro, lembra, permanece o mesmo - ou seja, só uma afiliada da emissora, que detém a licença do governo, pode retransmitir o sinal digital. Ainda está em aberto como será o modelo de negócio em outros tipos de meios, como o celular, por exemplo.

 

A portabilidade é justamente um dos grandes atributos prometidos pela TV digital: será possível assistir a programação a caminho do trabalho, de casa, na rua, no celular, no elevador etc. O problema é saber quem terá direito a explorar essa facilidade.

 

Outro atributo que pode ser desbravado com a nova tecnologia é a segmentação: cada emissora terá a chance de oferecer mais de uma opção de programa no mesmo horário, abrangendo assim públicos distintos.

 

Mas essa oportunidade, até o momento, não despertou a atenção das redes de TV. "Não vejo um movimento em direção à multiprogramação", diz Paulo Henrique Castro, gerente do departamento de projetos de transmissão digital da TV Globo e coordenador do módulo técnico do Fórum do SBTVD.

 

Segundo Castro, com a TV digital, cada emissora poderá explorar de quatro a seis canais com definição de imagem padrão. "Mas quanto mais canais ela transmitir, menor será a qualidade geral da sua transmissão", diz. O técnico acredita que as emissoras não vão bancar custos maiores de produção, que ainda poderiam reduzir a qualidade da sua imagem, sem que o faturamento publicitário seja substancialmente maior. "Não é porque a rede exibe quatro canais que a receita dela vai quadruplicar", diz Castro. Franzão, do Grupo de Mídia, assina embaixo. "O preço da inserção deverá ser adequado ao tamanho da audiência e ao interesse do anunciante".

 

 

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