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CONDERE NA MÍDIA

62% dos cartões de crédito estão nas mãos da baixa renda, diz pesquisa

KAREN CAMACHO da Folha Online

As classes D e E, consideradas de baixa renda, detêm 62% dos cartões de crédito em circulação no país. A classe C representa 20% e as classes mais altas detêm 15% (B) e 3% (A), segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pela consultoria Condere. Há, no total, 29,6 milhões de cartões em circulação, sendo 18,3 milhões nas mãos de consumidores com renda mensal de até três salários mínimos.

 

A baixa renda, embora detenha a maior parte dos plásticos no mercado, é um nicho que as empresas de cartão pretendem explorar cada vez mais. Segundo a pesquisa, a penetração dos cartões na classe D atinge 29% e, na classe C, 42%. A classe E, embora tenha apenas 22% de penetração, não deve ser o principal alvo das empresas em função da baixa capacidade de consumo.

 

"Temos visto que o cartão de crédito vem sendo cada vez mais utilizado pelas classes mais baixas para pagar suas despesas. As empresas que quiserem manter suas operações terão de explorar esse nicho, principalmente entre as classes C e D", afirmou Paulo Cury, diretor-executivo da Condere.

 

Para Cury, as classes com maior renda têm pouco potencial de crescimento. Na classe A, por exemplo, com renda mensal acima de 20 salários mínimos, a penetração chega a 76%.

 

O uso consciente do cartão, segundo Cury, é um ponto a ser tratado pelas empresas, sob risco de perder o cliente se este se endividar. Atualmente, os gastos com cartão, nas classes mais baixas, superam a renda pessoal e compromete mais da metade da renda familiar. Já nas classes A e B, os gastos com cartão representam cerca de 10% da renda.

Cury afirmou que, no Brasil, há espaço para mais 70 milhões de cartões entre os consumidores, atingindo a marca 100 milhões de plásticos no mercado nos próximos anos.

 

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"Se o conversor custar menos, mais telespectadores, especialmente aqueles que moram nas regiões mais afastadas, terão uma imagem de maior qualidade, o que poderá aumentar a audiência", diz Ricardo Monteiro, presidente do Comitê de Gestão de Negócios de Mídia da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA).

 

Para Ângelo Franzão, vice-presidente e diretor de mídia da McCann-Erickson, não só o preço, mas também o avanço tecnológico vai dizer para onde o mercado publicitário vai caminhar. "Até agora, tudo é muito incipiente", diz Franzão. A interatividade, por exemplo, que alavancaria as chances de contato do público com a marca, e mesmo a venda de produtos via TV, não estará disponível nos primeiros meses. "Mas, no futuro, será uma vantagem saber quantos telespectadores interagiram com determinado comercial, quantos o assistiram quando estavam em casa e qual foi a audiência da campanha nos celulares", diz Franzão, que também preside o Grupo de Mídia de São Paulo, que reúne os profissionais que decidem, nas agências, para quais meios e veículos vai a verba dos anunciantes.

 

Paulo Gregoraci, co-presidente da W/Brasil, afirma que qualquer iniciativa publicitária de fôlego só será tomada quando a nova tecnologia abranger a base da pirâmide. "A presença da TV aberta em quase 100% dos lares do país faz do Brasil um mercado atípico", diz. "Ainda é preciso tempo para entendermos quais são as nossas oportunidades e sabermos como explorá-las".

 

Ronald Siqueira Barbosa, consultor técnico da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), concorda. "O modelo tecnológico já foi definido, mas o modelo de negócio ainda está em aberto", afirma. O modelo de radiodifusão brasileiro, lembra, permanece o mesmo - ou seja, só uma afiliada da emissora, que detém a licença do governo, pode retransmitir o sinal digital. Ainda está em aberto como será o modelo de negócio em outros tipos de meios, como o celular, por exemplo.

 

A portabilidade é justamente um dos grandes atributos prometidos pela TV digital: será possível assistir a programação a caminho do trabalho, de casa, na rua, no celular, no elevador etc. O problema é saber quem terá direito a explorar essa facilidade.

 

Outro atributo que pode ser desbravado com a nova tecnologia é a segmentação: cada emissora terá a chance de oferecer mais de uma opção de programa no mesmo horário, abrangendo assim públicos distintos.

 

Mas essa oportunidade, até o momento, não despertou a atenção das redes de TV. "Não vejo um movimento em direção à multiprogramação", diz Paulo Henrique Castro, gerente do departamento de projetos de transmissão digital da TV Globo e coordenador do módulo técnico do Fórum do SBTVD.

 

Segundo Castro, com a TV digital, cada emissora poderá explorar de quatro a seis canais com definição de imagem padrão. "Mas quanto mais canais ela transmitir, menor será a qualidade geral da sua transmissão", diz. O técnico acredita que as emissoras não vão bancar custos maiores de produção, que ainda poderiam reduzir a qualidade da sua imagem, sem que o faturamento publicitário seja substancialmente maior. "Não é porque a rede exibe quatro canais que a receita dela vai quadruplicar", diz Castro. Franzão, do Grupo de Mídia, assina embaixo. "O preço da inserção deverá ser adequado ao tamanho da audiência e ao interesse do anunciante".

 

 

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