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CONDERE NA MÍDIA

Cartão pode chegar a mais 70 Milhões, diz pesquisa

Altamiro Silva Júnior

O mercado de cartões de crédito, que deu uma ligeira desacelerada nas taxas de crescimento no primeiro trimestre, ainda tem muito espaço para se expandir. Ao menos 70 milhões de brasileiros, que teriam condições de obter um cartão de crédito, ainda não possuem o plástico. Esse mercado ainda inexplorado tem condições de movimentar R$ 16 bilhões por mês, segundo pesquisa da consultoria Condere.

 

A grande maioria das pessoas (96%) sem cartões pertencem às classes C, D e E. Entre os mais ricos, principalmente na classe A, o mercado já está saturado e praticamente não há como ganhar novos clientes. Na classe B, ainda há 2 milhões de pessoas, segundo a pesquisa.

 

Para chegar a estes números, a Condere levou em conta a população economicamente ativa e dados de renda e consumo da população brasileira disponibilizados pelo IBGE.

 

A principal conclusão da pesquisa é que o maior mercado potencial para os cartões são as classes C e D, com destaque para a primeira. Juntas, elas contam com 15 milhões de pessoas sem o plástico com potencial para movimentar R$ 8 bilhões mensais (R$ 5 bilhões apenas na classe C).

 

Os principais bancos e emissores de cartões já se voltaram para o mercado da baixa renda para tentar expandir o número de cartões de crédito. A abordagem, porém, vem sendo feita de forma errada, avalia Paulo Muniz Barreto Cury, sócio da Condere e autor da pesquisa.

 

A avaliação do Cury é que alguns emissores tratam de maneira igual as classes C e D. "É o segmento onde há mais mercado para crescer, mas ainda é muito incompreendido", avalia. "São mercados muitos diferentes, que exigem produtos segmentados", avalia. Um dos diferenciais, por exemplo, é que a classe D tende a parcelar mais as compras que as pessoas da classe C, uma classe já mais bancarizada que a anterior.

 

Já a classe E tem média de gastos muito baixa que não compensaria os investimentos altos necessários para chegar aos consumidores. Com isso, fica sendo pouco rentável para os bancos.

 

O mercado de cartões de crédito tem 30 milhões de usuários, que movimentam R$ 11 bilhões por mês. A classe A, com 900 mil pessoas, movimenta R$ 1,1 bilhão, ou 10% do mercado. A classe E, com 51% dos usuários, movimenta R$ 2 bilhões. O destaque é a classe C, com 20% dos usuários, e responsável por 38% do faturamento do setor.

 

Segundo a pesquisa da Condere, em média, 42% dos gastos das classes C, D e E são pagos com cartões de crédito. Na classe A esse percentual cai para 10% e na B fica em 20%.

 

Outra descoberta da pesquisa é que o financiamento dos gastos com cartão vem caindo e tende a continuar em baixa. Em 2005, a relação entre o que era gasto e o que era financiado foi de 1,40, ou seja, de cada R$ 1 faturado pelo setor, R$ 1,40 era financiado. "Tinha mais financiamento que faturamento no setor", avalia Cury.

 

Em 2006, esta relação caiu para 0,75 e a estimativa da Condere é que, em 2011, seja de 0,5. A principal explicação para essa queda são as novas alternativas de empréstimos, com destaque para o crédito consignado, com taxas menores que a do crédito rotativo do cartão.

 

Se para os consumidores, juros menores são sempre melhores, para o mercado de cartões, a queda do rotativo representa perda de receita importante. Cury estima que de 60% a 70% das receitas com cartão venham dos juros do crédito rotativo.

Para Cury, o principal desafio das empresas de cartão é uma melhor segmentação de produtos para a chamada baixa renda, com cartões diferentes para cada nível de renda. Ele acredita ainda que as redes de varejo tendem a ser um canal cada vez mais importante para se chegar a esse mercado e que os correspondentes bancários ainda são muito pouco explorados para a venda de cartões.

 

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"Se o conversor custar menos, mais telespectadores, especialmente aqueles que moram nas regiões mais afastadas, terão uma imagem de maior qualidade, o que poderá aumentar a audiência", diz Ricardo Monteiro, presidente do Comitê de Gestão de Negócios de Mídia da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA).

 

Para Ângelo Franzão, vice-presidente e diretor de mídia da McCann-Erickson, não só o preço, mas também o avanço tecnológico vai dizer para onde o mercado publicitário vai caminhar. "Até agora, tudo é muito incipiente", diz Franzão. A interatividade, por exemplo, que alavancaria as chances de contato do público com a marca, e mesmo a venda de produtos via TV, não estará disponível nos primeiros meses. "Mas, no futuro, será uma vantagem saber quantos telespectadores interagiram com determinado comercial, quantos o assistiram quando estavam em casa e qual foi a audiência da campanha nos celulares", diz Franzão, que também preside o Grupo de Mídia de São Paulo, que reúne os profissionais que decidem, nas agências, para quais meios e veículos vai a verba dos anunciantes.

 

Paulo Gregoraci, co-presidente da W/Brasil, afirma que qualquer iniciativa publicitária de fôlego só será tomada quando a nova tecnologia abranger a base da pirâmide. "A presença da TV aberta em quase 100% dos lares do país faz do Brasil um mercado atípico", diz. "Ainda é preciso tempo para entendermos quais são as nossas oportunidades e sabermos como explorá-las".

 

Ronald Siqueira Barbosa, consultor técnico da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), concorda. "O modelo tecnológico já foi definido, mas o modelo de negócio ainda está em aberto", afirma. O modelo de radiodifusão brasileiro, lembra, permanece o mesmo - ou seja, só uma afiliada da emissora, que detém a licença do governo, pode retransmitir o sinal digital. Ainda está em aberto como será o modelo de negócio em outros tipos de meios, como o celular, por exemplo.

 

A portabilidade é justamente um dos grandes atributos prometidos pela TV digital: será possível assistir a programação a caminho do trabalho, de casa, na rua, no celular, no elevador etc. O problema é saber quem terá direito a explorar essa facilidade.

 

Outro atributo que pode ser desbravado com a nova tecnologia é a segmentação: cada emissora terá a chance de oferecer mais de uma opção de programa no mesmo horário, abrangendo assim públicos distintos.

 

Mas essa oportunidade, até o momento, não despertou a atenção das redes de TV. "Não vejo um movimento em direção à multiprogramação", diz Paulo Henrique Castro, gerente do departamento de projetos de transmissão digital da TV Globo e coordenador do módulo técnico do Fórum do SBTVD.

 

Segundo Castro, com a TV digital, cada emissora poderá explorar de quatro a seis canais com definição de imagem padrão. "Mas quanto mais canais ela transmitir, menor será a qualidade geral da sua transmissão", diz. O técnico acredita que as emissoras não vão bancar custos maiores de produção, que ainda poderiam reduzir a qualidade da sua imagem, sem que o faturamento publicitário seja substancialmente maior. "Não é porque a rede exibe quatro canais que a receita dela vai quadruplicar", diz Castro. Franzão, do Grupo de Mídia, assina embaixo. "O preço da inserção deverá ser adequado ao tamanho da audiência e ao interesse do anunciante".

 

 

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